Ao acessar este site, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.
Aceitar

Olhar do Norte Brasil

Font ResizerAa
  • Início
  • Sobre nós
  • Excelência Amazônica
  • Amazônia
    • Turismo
    • Esportes
  • Negócios
  • Manaus
  • Editorias
    • Tecnologia
    • Fauna & Flora
    • Gastronomia
    • Olhar 360
  • Fale Conosco
Lendo: Escravidão Indígena
Compartilhar
Font ResizerAa

Olhar do Norte Brasil

  • Início
  • Sobre nós
  • Excelência Amazônica
  • Amazônia
  • Negócios
  • Manaus
  • Editorias
  • Fale Conosco
Pesquisar
  • Início
  • Sobre nós
  • Excelência Amazônica
  • Amazônia
    • Turismo
    • Esportes
  • Negócios
  • Manaus
  • Editorias
    • Tecnologia
    • Fauna & Flora
    • Gastronomia
    • Olhar 360
  • Fale Conosco
Have an existing account? Sign In
Follow US
Olhar do Norte Brasil > Blog > Amazônia > Escravidão Indígena
Amazônia

Escravidão Indígena

Última Atualização: 20 de abril de 2023 09:43
Almir Souza
Compartilhar
Escravidão Indígena
Renato Soares
Compartilhar

Escravidão Indígena: há 265 anos sua abolição é celebrada em 1º de abril. Durante a colonização, a escravidão indígena foi a primeira tentativa de exploração de mão-de-obra no Brasil. O início dessa prática se deu por volta de 1534, mas os portugueses encontraram diversas dificuldades para capturá-los e mantê-los com esse objetivo.

Isto devido a dois fatos, em especial: os indígenas conheciam muito bem os territórios – o que dificultava sua captura e facilitava a fuga – e os padres jesuítas os defendiam da escravidão para que pudessem catequizá-los.

Na verdade, havia uma disputa entre colonos e religiosos pelo domínio dos integrantes dos povos encontrados aqui, que eram vistos como seres inferiores, que necessitavam da conversão ao catolicismo para que suas almas não fossem condenadas.

Além disso, a Coroa só autorizava sua escravidão por meio do que chamavam de “guerra justa”: os portugueses só poderiam escravizar os indígenas que tivessem entrado em conflito com os colonos, num confronto gratuito, sem provocação dos portugueses.

Nesse cenário, os colonos ameaçavam, usavam de força física e da propagação de doenças para dominá-los, mas os indígenas resistiam e muitos foram dizimados devido aos constantes conflitos com os portugueses.

Aos poucos, os colonos desistiram dos indígenas e optaram por escravizar negros da África para o trabalho. Não demorou muito para que o tráfico negreiro também se revelasse mais lucrativo.

Em 1680 ou 1758?
Ao pesquisar pelo Dia da Abolição da Escravidão Indígena, é possível encontrar indicações de que teria sido instituído em 1º de abril de 1680, a partir da publicação de uma lei, pelo rei de Portugal, que acabava com o cativeiro dos indígenas no Brasil.

No entanto, estudiosos consideram esse registro como uma espécie de “pegadinha”, que ajudou a intensificar os conflitos entre colonos e jesuítas na disputa do controle da mão-de-obra nativa. O texto era muito claro: proibia a escravização de novos nativos, mas não libertava os já cativos. Era uma espécie de Lei do Ventre Livre, como comparou o professor José Ribamar Bessa Freire, do Programa de Estudo de Povos Indígenas da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Pró-Índio, para o site Educação Pública.

Essa confusão só serviu para criar uma falsa imagem de que jesuítas eram defensores dos indígenas, o que contribuiu para seu domínio sobre eles e a facilidade de sua evangelização. Os religiosos queriam o controle sobre os indígenas livres e conseguiram: eles foram empregados em suas propriedades, e ajudavam a gerar recursos para financiar as atividades da Companhia de Jesus.

Assim, a escravidão indígena se estendeu até 1758, mas seu fim começou a ser gestado em 1755 com a primeira lei, instituída em 6 de junho pelo Marquês de Pombal, diplomata e primeiro-ministro português, apenas no Estado Grão-Pará e no Maranhão.

Três anos depois, ampliou a lei para todo o país, mas sem motivações humanitárias. Seu objetivo era conquistar a simpatia dos nativos da Bacia Amazônica em razão da assinatura, em 1750, do Tratado de Madri, que revogou o Tratado de Tordesilhas (1494). Mas essa é uma outra história.

Luta contínua
A Abolição da Escravidão Indígena foi decretada há 265 anos, mas até hoje esses povos enfrentam graves ameaças e lutam por seus direitos. Nunca tiveram trégua, nenhum governo os respeitou e nem a seus territórios, mesmo depois da promulgação da Constituição Federal, em 1988.

É só lembrar que não faz tanto tempo, na Ditadura Militar, os indígenas eram tutelados pelo Estado! O cacique Mário Juruna, que foi o primeiro deputado federal indígena do país (1982-1985), sofreu com essa determinação, antes de se tornar político.

Em novembro de 1980, foi impedido pelo governo (representado pela Funai) de viajar para participar do IV Tribunal Bertrand Russel, em Rotterdan, na Holanda, onde estavam sendo denunciadas violações aos direitos das populações indígenas das Américas. A maioria dos países vivia em ditaduras civis-militares.

Escravidão Indígena: há 265 anos sua abolição é celebrada em 1º de abril. A partir daí, travaram-se batalhas jurídicas entre o governo/Funai e o movimento indígena e indigenista e seus aliados, em nível nacional e internacional, e o Tribunal Federal de Recursos 0 depois de muitas batalhas jurídicas – reconheceu seu direito de representar o Brasil no referido tribunal, atestando a “ilegalidade e o abuso de poder do ministro do Interior Mario Andreazza que negara autorização para o índio sair do país”.

Juruna chegou no último dia do encontro, foi recebido com flores e empossado como presidente das últimas sessões do tribunal. “A tutela fora nocauteada. Porém, só seria superada na Constituição de 1988 e seus resquícios são enfrentados ainda hoje”, contou o Cimi – Conselho Missionário Indigenista.

Vale lembrar que, depois de Juruna, somente em 2018 (ano em que Bolsonaro foi eleito) os indígenas ganharam uma nova representante no Congresso Nacional: a deputada federal Joenia Wapichana, que, com o governo Lula, este ano, tornou-se a primeira presidente indígena da Funai, que também ganhou nova denominação: Fundação Nacional dos Povos Indígenas.

Entre os períodos mais violentos vividos pelos indígenas brasileiros, impossível não citar a Ditadura Militar (1964-1985) e, mais recentemente, o governo Bolsonaro, que, desde o primeiro dia, por meio de leis, medidas e decretos – e com o apoio das bancadas ruralista e da mineração, entre outras – se empenhou em atacá-los, enfraquecê-los e invadir seus territórios sagrados para exploração econômica, também ilegal.

Herança da colonização, a escravidão continua impregnada na sociedade, exacerbando o racismo, o preconceito e a desigualdade, contra negros – que representam a maior parcela da população brasileira – e, também, indígenas.

Escravidão Indígena: há 265 anos sua abolição é celebrada em 1º de abril. Por isso, é imprescindível manter viva esta efeméride no calendário nacional e lembrar que 1º de abril, mais do que o Dia da Mentira, é o Dia da Abolição da Escravidão Indígena, e que a luta pelos direitos e pelos territórios dos povos indígenas é diária, contínua e de todos os brasileiros.

Por: Mônica Nunes
Fonte: ConexãoPlaneta
Foto: Renato Soares

Você pode gostar também...

🔥 Alerta da Fama Amazônica: Queimadas ameaçam a floresta em pleno curso do Rio Amazonas
Amazônia não é laboratório: nossa posição sobre o petróleo na Foz do Amazonas
City Tour Amazon Bus Manaus
Fama Amazônica revela: tráfico de mercúrio abastece garimpo ilegal na Amazônia e movimenta bilhões
O mundo mudou… e a Amazônia não pode ficar parada
Compartilhar este artigo
Facebook Email Imprimir
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Populares
Qual é a origem do mosquito transmissor da dengue?
Amazônia

Qual é a origem do mosquito transmissor da dengue?

Zona Franca de Manaus
Palace Hotel marco histórico e arquitetônico de Manaus
Os benefícios da natação para a saúde física-com Juliana e Mariana Hayashi
Quando o Carnaval homenageia o poder e esquece o povo

Olhar do Norte Brasil

O Olhar do Norte Brasil é um portal de notícias que informa sobre o Amazonas e a região Norte, com conteúdo atualizado, confiável e foco na realidade local.
2026 © Olhar do Norte | UNO
X Este site utiliza cookies e tecnologias de scripts externos para melhorar a sua experiência de navegação. Ao clicar em "Prosseguir" ou continuar no site, consideramos que você concorda com a atualização da nossa Política de Privacidade e Política de Cookies. No futuro, tais informações poderão ser analisadas para ajudar nas nossas iniciativas de marketing.
Leia Mais CONFIGURAR ACEITAR
Manage consent

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these cookies, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may have an effect on your browsing experience.
Necessary
Sempre habilitado
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. These cookies ensure basic functionalities and security features of the website, anonymously.
CookieDuraçãoDescrição
cookielawinfo-checkbox-analytics11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics".
cookielawinfo-checkbox-functional11 monthsThe cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional".
cookielawinfo-checkbox-necessary11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary".
cookielawinfo-checkbox-others11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other.
cookielawinfo-checkbox-performance11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance".
viewed_cookie_policy11 monthsThe cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data.
Functional
Functional cookies help to perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collect feedbacks, and other third-party features.
Performance
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Analytics
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Advertisement
Advertisement cookies are used to provide visitors with relevant ads and marketing campaigns. These cookies track visitors across websites and collect information to provide customized ads.
Others
Other uncategorized cookies are those that are being analyzed and have not been classified into a category as yet.
Salvar e aceitar
Welcome Back!

Sign in to your account

Usuário ou Email
Senha

Perdeu a senha?