AMAZÔNIA PRODUTIVA E O NOVO PAPEL DA ZONA FRANCA NO BRASIL – A Amazônia está deixando de ser vista como periferia econômica para ocupar um novo lugar: o centro da estratégia de desenvolvimento do Brasil.
A chegada de Leopoldo Montenegro à Superintendência da Zona Franca de Manaus marca mais do que uma mudança de gestão. Representa um momento decisivo de reposicionamento econômico da região dentro de um cenário global em transformação.
UMA NOVA LEITURA DO BRASIL
O país vive uma transição clara de modelo econômico. E, nesse novo contexto, a Amazônia deixa de ser apenas um território de preservação para se consolidar como ativo estratégico na economia sustentável do futuro.
A proposta é direta: uma economia mais limpa, tecnológica e capaz de agregar valor a partir dos recursos naturais da região.
Como destaca Leopoldo Montenegro: “Vivemos um cenário de transição importante na economia brasileira, e a Amazônia se encontra no centro do debate sobre o novo modelo de desenvolvimento sustentável do país.”
ZONA FRANCA: DE POLO INDUSTRIAL A MOTOR ESTRATÉGICO
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) passa a assumir um papel ainda mais relevante nesse processo.
A Zona Franca não é apenas um modelo industrial. Ela se posiciona como peça-chave na Nova Indústria Brasil, política que busca: Descarbonização da economia – Fortalecimento da bioeconomia – Avanço tecnológico – Retomada da indústria de transformação
Nesse cenário, o Polo Industrial de Manaus se alinha diretamente às novas diretrizes nacionais.
PRIORIDADES: MODERNIZAÇÃO, INVESTIMENTO E FUTURO
A nova gestão já aponta caminhos concretos: Modernização dos sistemas da SUFRAMA – Atração de novos investimentos – Diversificação da produção – Geração de empregos qualificados – Adaptação às novas regras da reforma tributária
Somente em 2025, os investimentos incentivados pela autarquia devem alcançar cerca de R$ 1,6 bilhão, com avanço para o interior da Amazônia Ocidental e o Amapá.
AMAZÔNIA PRODUTIVA: REALIDADE, NÃO DISCURSO
Ao contrário de críticas recorrentes, a Zona Franca não é um enclave isolado. Como destaca Almir Souza: A região é hoje: Uma das maiores geradoras de arrecadação federal no Norte – Fonte de emprego qualificado – Vetor de renda e desenvolvimento – Elemento fundamental na preservação da floresta
O modelo contribui diretamente para manter a cobertura florestal em pé, mostrando que produção e preservação podem caminhar juntas.
O DESAFIO LOGÍSTICO QUE TRAVA O AVANÇO
Apesar dos avanços, há um gargalo evidente: a infraestrutura.
As secas severas de 2023 e 2024 escancararam um problema histórico: Falta de logística eficiente – Dependência de hidrovias vulneráveis – Isolamento geográfico
A competitividade da Zona Franca passa, necessariamente, por soluções estruturais como: Pavimentação da BR-319 – Fortalecimento das hidrovias – Integração de modais – Sem isso, o crescimento continuará limitado.
O FUTURO ESTÁ NO JOVEM AMAZONENSE
Mais do que números, o verdadeiro impacto desse modelo está nas pessoas.
A construção de um ecossistema onde o jovem possa:Trabalhar com tecnologia de ponta – Permanecer em sua terra – Participar da transformação econômica – é o que define o sucesso real dessa nova fase.
UM NOVO CAPÍTULO PARA A AMAZÔNIA
A nomeação de Leopoldo Montenegro, em março de 2026, substituindo Bosco Saraiva, reforça um caminho técnico e estratégico.
Servidor de carreira da SUFRAMA, com atuação em inovação, projetos e bioeconomia, Montenegro representa continuidade — mas também evolução.
Sua trajetória, incluindo atuação no Centro de Biotecnologia da Amazônia e em políticas ligadas à Lei de Informática, mostra um perfil alinhado com o futuro que se desenha.
CONCLUSÃO: A AMAZÔNIA NÃO É PROBLEMA — É SOLUÇÃO
O Brasil está diante de uma escolha histórica. Ou continua tratando a Amazônia como limite… ou passa a enxergá-la como potência.
AMAZÔNIA PRODUTIVA E O NOVO PAPEL DA ZONA FRANCA NO BRASIL
A Amazônia produtiva já existe. O que falta é decisão, investimento e visão estratégica. E talvez, pela primeira vez em muito tempo, esse movimento esteja começando a acontecer.
Por Almir Souza
Redação Olhar do Norte Brasil
Foto AAS