đ Fama AmazĂŽnica â A Rota da Seda Verde.. A Rota da Seda Verde â Manifesto da AmazĂŽnia para o mundo – Se o Brasil quiser entrar nessa travessia, nĂŁo pode ser passageiro de Ășltima classe. Ă hora de apertar a tecla F-5 e propor uma nova rota. NĂŁo para a China, mas para o mundo: a Rota da Seda Verde. Um caminho apinhado de ĂĄrvores da regeneração, da ciĂȘncia, da dignidade e da paz. A floresta em pĂ© nĂŁo Ă© obstĂĄculo a ser vencido. Ă a estrada que nos conecta ao mundo.
Essa rota nĂŁo se limita a portos, ferrovias ou cabos digitais. Ă a rota da bioeconomia, das energias limpas, da inovação que brota da floresta viva. Ă o Brasil dizendo que nĂŁo nos interessa ser apenas exportador de soja, minĂ©rio e petrĂłleo. Interessa-nos ser coprotagonistas da nova economia global â onde biodiversidade Ă© ciĂȘncia, AmazĂŽnia Ă© ativo estratĂ©gico e a floresta Ă© poder de barganha.
Isso significa atrair capital internacional para financiar infraestrutura sustentĂĄvel, inserir as cadeias amazĂŽnicas nos mercados mais dinĂąmicos do planeta e garantir transferĂȘncia de tecnologia em biotecnologia, satĂ©lites e inteligĂȘncia artificial aplicada Ă conservação.
Sobretudo, significa projetar um soft power amazĂŽnico, capaz de transformar biodiversidade em diplomacia.
A AmazĂŽnia Ă© bem da humanidade, e todos devem pagar por sua conservação. NĂŁo se trata de preferir parceiros, mas de cutucar os grandes â todos eles, sem exceção. A floresta nĂŁo pode ser moeda em negociaçÔes bilaterais. Ă pauta global. O Brasil precisa usĂĄ-la como ativo civilizatĂłrio.
A Rota da Seda Verde também pode ser o caminho da paz. Não escolher rigidamente um lado é candidatar-se a aglutinador: promotor da opção inteligente da soma criativa, onde o desenvolvimento multiplica e a guerra divide.
O entretenimento da divisĂŁo empobrece. A soma solidĂĄria enriquece. O Brasil pode oferecer ao mundo a AmazĂŽnia nĂŁo como territĂłrio de disputa, mas como laboratĂłrio da concĂłrdia â capaz de reconciliar potĂȘncias e agendas divergentes.
A AmazÎnia continua sendo um patrimÎnio para chamar de seu. Nada mais oportuno do que promover, a partir dela, um mutirão de reprodução de riqueza e de paz.
Paulo VI, em sua encĂclica Populorum Progressio, lembrou que âo desenvolvimento Ă© o novo nome da pazâ. Meio sĂ©culo depois, a floresta em pĂ© e sua economia de futuro sĂŁo o chamado mais eloquente para que a humanidade troque a lĂłgica predatĂłria da guerra pela inteligĂȘncia cooperativa da vida.
Fama AmazĂŽnica: a voz que transforma biodiversidade em futuro. đż
por Almir Souza Redator
Fonte Redação Fama
Foto AAS