Ao acessar este site, você concorda com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.
Aceitar

Olhar do Norte Brasil

Font ResizerAa
  • Início
  • Sobre nós
  • Excelência Amazônica
  • Amazônia
    • Turismo
    • Esportes
  • Negócios
  • Manaus
  • Editorias
    • Tecnologia
    • Fauna & Flora
    • Gastronomia
    • Olhar 360
  • Fale Conosco
Lendo: Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo
Compartilhar
Font ResizerAa

Olhar do Norte Brasil

  • Início
  • Sobre nós
  • Excelência Amazônica
  • Amazônia
  • Negócios
  • Manaus
  • Editorias
  • Fale Conosco
Pesquisar
  • Início
  • Sobre nós
  • Excelência Amazônica
  • Amazônia
    • Turismo
    • Esportes
  • Negócios
  • Manaus
  • Editorias
    • Tecnologia
    • Fauna & Flora
    • Gastronomia
    • Olhar 360
  • Fale Conosco
Have an existing account? Sign In
Follow US
Olhar do Norte Brasil > Blog > Gastronomia > Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo
Gastronomia

Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo

Última Atualização: 27 de outubro de 2023 08:45
Almir Souza
Compartilhar
Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo
MTur Destinos, PDM-owner, via Wikimedia Commons
Compartilhar

Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo. Uma pesquisa de doutorado desenvolvida com resíduos de inajá e de açaí, resultantes da prensagem da polpa das frutas para a extração de óleo, revelou que eles são ricos em compostos bioativos com atividade antioxidante e anti-inflamatória. Publicados nas revistas científicas Food Research International e Foods, os resultados do estudo são inéditos, já que esses resíduos ainda não haviam sido investigados cientificamente.

“As atividades agroindustriais geram grande quantidade de resíduos, muitas vezes em volumes superiores ao produto que é comercializado.

Uma indústria que processa frutas para extração de óleos e outros compostos ativos veio até nós para que estudássemos os óleos essenciais, a princípio. Conhecendo o processamento, sugerimos investigar os resíduos, visto que possuem maior rendimento do que os respectivos óleos ao final do processo e são comumente descartados e inexplorados”, conta a primeira autora dos artigos, Anna Paula de Souza Silva, que é cientista de alimentos e foi bolsista de doutorado da FAPESP na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).

Segundo a pesquisadora, que investiga desde o mestrado o potencial bioativo dos resíduos de açaí e inajá, frutas nativas brasileiras da região amazônica, a literatura já reporta propriedades bioativas muito importantes de diversos outros subprodutos do processamento de alimentos, como hortaliças e frutas, bem como os agrícolas.

Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo. Vimos uma grande oportunidade de estudar esses resíduos de açaí e inajá que, até o presente, não têm uma destinação específica, sendo geralmente descartados no ambiente ou destinados à alimentação animal. Mas, dependendo do processo, da fruta e do seu rendimento em óleo, esse resíduo pode representar de 60% a 90% do volume total de matéria-prima”, revela.

O inajá, a outra fruta amazônica que fez parte do estudo

Flavonoides e antocianinas
Geralmente, para a extração dos óleos, frutas como o açaí são maceradas em água quente, as sementes são removidas e a polpa é extraída, seca e prensada. No caso do inajá, o processo se repete, porém, a casca é removida logo no início. O que sobra na prensa é chamado de “torta”.

Silva fez uma caracterização inicial desse material e desenvolveu métodos de extração que possibilitaram a produção de um extrato rico em substâncias antioxidantes. Então, usou diversas metodologias para analisar as propriedades dos extratos.

“Para avaliar a capacidade antioxidante geral, submetemos os extratos a uma análise do teor de compostos fenólicos totais e, posteriormente, determinamos o perfil em relação aos compostos bioativos. Para isso, separamos e identificamos diversos compostos por meio de cromatografia líquida de alta eficiência [técnica usada para separar cada um dos componentes de uma mistura] acoplada à espectrometria de massas de alta resolução [técnica de detecção e identificação de moléculas pela mensuração de sua massa e que também possibilita a caracterização da estrutura química].

Os principais compostos identificados no extrato de inajá foram procianidinas e, no de açaí, antocianinas, flavonas e flavonoides. Determinamos pela primeira vez o perfil dos extratos desses resíduos, relativo à presença de compostos fenólicos. E descobrimos que ele é bastante diverso no que tange às demais atividades analisadas, ou seja, anti-inflamatória, antioxidante e antimicrobiana.”

O grupo interdisciplinar que assina o trabalho fez, ainda, análises relacionadas ao sequestro de espécies reativas de oxigênio (ROS) – sendo algumas radicais livres que, quando presentes em excesso no organismo, podem gerar diversos tipos de prejuízo à saúde humana. Esses oxidantes têm efeitos nos alimentos também, por exemplo, diminuindo sua vida útil. “Com teores muito baixos dos extratos, conseguimos diminuir a concentração de algumas espécies reativas em 50%. É um indicativo de que o material tem uma potente ação antioxidante.”

Para analisar a atividade anti-inflamatória, os pesquisadores trataram macrófagos murinos, que são células do sistema imune de camundongos, com os extratos das tortas de açaí e de inajá em diferentes concentrações após o estímulo com um composto bacteriano (lipopolissacarídeo ou LPS) que desencadeia um processo inflamatório. Depois da indução, essas células produzem NF-κB (complexo proteico envolvido na resposta celular a estímulos, como o estresse e a ação de radicais livres) e citocinas como a TNF-α (com ações pró-inflamatórias).

“Avaliamos a inibição do fator NF-κB e os teores de TNF-α em células tratadas com os extratos. O resultado foi bastante animador. Com uma concentração de 100 microgramas de extrato por mililitro de meio de cultura [mcg/ml], conseguimos inibir o fator NF-κB deixando-o praticamente no nível das células usadas como controle, que não foram estimuladas com agentes inflamatórios. Nessa concentração, também conseguimos reduzir drasticamente os níveis de TNF-α nas células tratadas com os extratos, igualmente a um valor que não difere do controle”, resume Silva.

Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo. O grupo analisou, ainda, a atividade antimicrobiana do extrato da torta de açaí, selecionando algumas cepas de bactérias e leveduras relacionadas a doenças de origem alimentar e a enfermidades em ambientes hospitalares. “Os resultados indicam uma possível ação antimicrobiana, porém, novos estudos são necessários para detalhar esse potencial”, conta a pesquisadora.

Economia circular
Severino Matias de Alencar, um dos autores do trabalho, afirma que o grupo partiu da identificação da vocação dos resíduos, daí o uso de diversas metodologias de naturezas biológicas e químicas. “Vimos que eles têm vocações antioxidante e anti-inflamatória, indicando um alto potencial de reaproveitamento e contribuindo com a economia circular, que é o que queremos.”

Alencar reitera que os resíduos de açaí e inajá são muito ricos. “Dali só se retirou o óleo, ficou todo o material residual. É um material que pode ser reaproveitado tanto na indústria de alimentos quanto na farmacêutica e cosmética. Aliás, já fomos procurados por algumas empresas, que têm muito interesse, pois não querem usar nada de origem animal em seus produtos.”

Ele lembrou que Anna Paula Silva também simulou a digestão humana desses extratos in vitro, concluindo que eles conservam suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes na fração intestinal, onde seriam absorvidos (dados em processo de publicação).

Resíduos das polpas do açaí e inajá são ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, revela novo estudo. “Agora, queremos estudar o transporte celular dos compostos da fração intestinal em modelo de células do intestino humano para verificar se os compostos bioativos são absorvidos e se as atividades biológicas são preservadas. E, na sequência, fazer protótipos de alimentos enriquecidos com os extratos estudados”, adianta o pesquisador.

Por Karina Ninni
Agência Fapesp
Foto MTur Destinos, PDM-owner, via Wikimedia Commonsc

Você pode gostar também...

Manaus está na lista mundial dos melhores destinos turísticos de 2023
Goiabeira, a amiga íntima das mulheres
Manaus: Uma Viagem pelos Sabores Amazônicos
Frutas da Amazônia que você não encontra em fruteiras
Bacaba: fruto regional com mil e uma utilidade
Compartilhar este artigo
Facebook Email Imprimir
Nenhum comentário

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Populares
Consertar, trocar ou aguardar?
Negócios

Consertar, trocar ou aguardar?

Farinha de Uarini é declarada Patrimônio Cultural do Amazonas
Centro Cultural dos Povos da Amazônia
“Ave Rara na Amazônia” Socoí zigue zague
Florestais Amazônicas têm Germinação Estudada

Olhar do Norte Brasil

O Olhar do Norte Brasil é um portal de notícias que informa sobre o Amazonas e a região Norte, com conteúdo atualizado, confiável e foco na realidade local.
2026 © Olhar do Norte | UNO
X Este site utiliza cookies e tecnologias de scripts externos para melhorar a sua experiência de navegação. Ao clicar em "Prosseguir" ou continuar no site, consideramos que você concorda com a atualização da nossa Política de Privacidade e Política de Cookies. No futuro, tais informações poderão ser analisadas para ajudar nas nossas iniciativas de marketing.
Leia Mais CONFIGURAR ACEITAR
Manage consent

Privacy Overview

This website uses cookies to improve your experience while you navigate through the website. Out of these cookies, the cookies that are categorized as necessary are stored on your browser as they are essential for the working of basic functionalities of the website. We also use third-party cookies that help us analyze and understand how you use this website. These cookies will be stored in your browser only with your consent. You also have the option to opt-out of these cookies. But opting out of some of these cookies may have an effect on your browsing experience.
Necessary
Sempre habilitado
Necessary cookies are absolutely essential for the website to function properly. These cookies ensure basic functionalities and security features of the website, anonymously.
CookieDuraçãoDescrição
cookielawinfo-checkbox-analytics11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Analytics".
cookielawinfo-checkbox-functional11 monthsThe cookie is set by GDPR cookie consent to record the user consent for the cookies in the category "Functional".
cookielawinfo-checkbox-necessary11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookies is used to store the user consent for the cookies in the category "Necessary".
cookielawinfo-checkbox-others11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Other.
cookielawinfo-checkbox-performance11 monthsThis cookie is set by GDPR Cookie Consent plugin. The cookie is used to store the user consent for the cookies in the category "Performance".
viewed_cookie_policy11 monthsThe cookie is set by the GDPR Cookie Consent plugin and is used to store whether or not user has consented to the use of cookies. It does not store any personal data.
Functional
Functional cookies help to perform certain functionalities like sharing the content of the website on social media platforms, collect feedbacks, and other third-party features.
Performance
Performance cookies are used to understand and analyze the key performance indexes of the website which helps in delivering a better user experience for the visitors.
Analytics
Analytical cookies are used to understand how visitors interact with the website. These cookies help provide information on metrics the number of visitors, bounce rate, traffic source, etc.
Advertisement
Advertisement cookies are used to provide visitors with relevant ads and marketing campaigns. These cookies track visitors across websites and collect information to provide customized ads.
Others
Other uncategorized cookies are those that are being analyzed and have not been classified into a category as yet.
Salvar e aceitar
Welcome Back!

Sign in to your account

Usuário ou Email
Senha

Perdeu a senha?